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segunda-feira, 2 de julho de 2012

Diabetes mellitus: Uma doença silenciosa




O diabetes mellitus se constitui em um transtorno do metabolismo, consequente da falta de insulina ou à sua inadequada utilização pelos tecidos, o que se traduz na elevação da taxa de glicemia.

O hormônio insulina é o grande responsável por colocar a glicose, vinda da alimentação, para dentro das células. Cada vez que nos alimentamos, o recrutamos para baixar a glicose do sangue. Isto ocorre várias vezes ao dia, diversas vezes ao mês, e incontáveis vezes ao ano. Ano após ano.

Para ser mais simples, este órgão é intensamente utilizado ao longo da vida, trabalhando de forma muito acentuada até sua completa exaustão. Comprometendo a produção de insulina.

No diabetes tipo 2, essa inadequação da insulina se origina de um constante hábito alimentar desfavorável, entre outros fatores, como o estresse, que levam a fadiga (cansaço) do pâncreas (órgão produtor deste hormônio).

Todos os tecidos do organismo são afetados, em maior ou menor grau, em decorrência de alterações causadas pelo diabetes. Entretanto, as lesões em alguns órgãos são mais frequentes ou mais graves: o rim, o coração, a retina e o sistema arterial periférico, por exemplo.

Sabe-se, hoje, que as complicações do diabetes são acentuadas por uma imensa produção de estresse oxidativo (radicais livres), além dos AGES (marcadores inflamatórios). O que pode aumentar os efeitos danosos da doença.



 A ALIMENTAÇÃO

Embora a alimentação dos indivíduos diabéticos deva ser estabelecida individualmente, em relação à qualidade/quantidade dos alimentos, alguns cuidados podem ser amplamente utilizados, pois são essenciais para a manutenção da glicose sanguínea:

1.      Evitar o consumo de açúcar e farinha branca, o que inclui produtos alimentícios que os contenha, como biscoitos, macarrão e pães simples, bolos, refrigerantes, lasanhas, etc.

2.      O fato de um alimento ser diet, não quer dizer que ele não contenha açúcar. O termo diet é usado para designar a retirada total de um certo ingrediente do produto. Podendo este ingrediente ser ou não, o açúcar.


3.      O consumo de fibras tem papel fundamental na manutenção da glicemia;

4.      Os temperos naturais podem ser utilizados sem restrição, pois possuem propriedades terapêuticas no controle da doença.


A alimentação do diabético nada mais é do que a alimentação que qualquer indivíduo deveria ter. Com adequada constituição de alimentos antioxidantes, antiinflamatórios, vitaminas e minerais, consumo adequado de carboidratos, com prioridade naqueles que liberem a glicose de forma lenta na corrente sanguínea, além de outras estratégias utilizadas por nutricionistas, que são eficazes quanto ao tratamento desta patologia.


Nathália Mancini
CRN/ 1 – 7310

Equipe IBNI

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Papel do cromo na modulação insulínica

O cromo trabalha com a insulina na absorção e utilização de glicose pelas células. A insulina é um hormônio secretado pelo pâncreas que regula o metabolismo dos carboidratos e controla o nível de glicose no sangue. A deficiência de cromo tem sido apontada como um precursor do aumento da necessidade de insulina no corpo.

O diabetes é causado por diversos fatores. Uma serie de relações metabólicas, endócrinas e desordens nutricionais causam a perda do controle da glicose no corpo e ocasiona em uma produção com uma quantidade anormal de insulina.

Já que o cromo e a insulina trabalham lado a lado, pacientes portadores de diabetes geralmente apresentam deficiência corporal de cromo.

Um dos gatilhos para a neuropatia periférica pode ser devido a deficiência de cromo. Um exemplo disso foi verificado em um paciente que desenvolveu intolerância a glicose, perda de peso, neuropatia periférica e outros distúrbios metabólicos. De qualquer forma, quando o cromo é suplementado, seus distúrbios metabólicos melhoraram, assim como houve uma melhora no controle da glicose e seus sintomas de neuropatia. Seu requerimento de insulina também reduziu com a suplementação de cromo.

Estudos têm revelado que o cromo esta associado com o desenvolvimento de aterosclerose. A deficiência de cromo tem sido encontrada em indivíduos com colesterol alto e placas ateroscleróticas na aorta.

O hormônio insulina contribui para a deficiência de cromo por aumentar a excreção deste nutriente. Ingerir alimentos que contenham altos níveis de açúcar pode ser altamente prejudicial ao corpo no que se refere a manutenção adequada dos níveis de cromo.

Sabe-se também que a gravidez produz um estado similar a diabetes, que resulta em um aumento dos níveis insulinêmicos. Da mesma forma com que o hormônio estrogênio contribui para a hiperinsulinemia durante a gravidez, sobretudo no primeiro trimestre.

A atividade da tireóide pode ser afetada direta ou indiretamente de acordo com os estoques de cromo. Sabe-se que a insulina reduz a funcionalidade da tireóide. Portanto, indivíduos com a atividade da tireóide reduzida podem apresentar um aumento das necessidades de cromo.

Processamentos e refinamentos removem uma grande parte do cromo dos alimentos. Perde-se cerca de 90% em alguns alimentos.

Níveis de cromo nos tecidos estão em sua quantidade aumentada no nascimento e, conseqüentemente, diminuem com a senescência.

Cromo também tem sido utilizado em atletas devido ao efeito poupador da proteína, o cromo pode contribuir para a melhora da capacidade de construção muscular e perda de gordura.


Nathália Mancini

CRN/1 - 7310