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sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Papel do cromo na modulação insulínica

O cromo trabalha com a insulina na absorção e utilização de glicose pelas células. A insulina é um hormônio secretado pelo pâncreas que regula o metabolismo dos carboidratos e controla o nível de glicose no sangue. A deficiência de cromo tem sido apontada como um precursor do aumento da necessidade de insulina no corpo.

O diabetes é causado por diversos fatores. Uma serie de relações metabólicas, endócrinas e desordens nutricionais causam a perda do controle da glicose no corpo e ocasiona em uma produção com uma quantidade anormal de insulina.

Já que o cromo e a insulina trabalham lado a lado, pacientes portadores de diabetes geralmente apresentam deficiência corporal de cromo.

Um dos gatilhos para a neuropatia periférica pode ser devido a deficiência de cromo. Um exemplo disso foi verificado em um paciente que desenvolveu intolerância a glicose, perda de peso, neuropatia periférica e outros distúrbios metabólicos. De qualquer forma, quando o cromo é suplementado, seus distúrbios metabólicos melhoraram, assim como houve uma melhora no controle da glicose e seus sintomas de neuropatia. Seu requerimento de insulina também reduziu com a suplementação de cromo.

Estudos têm revelado que o cromo esta associado com o desenvolvimento de aterosclerose. A deficiência de cromo tem sido encontrada em indivíduos com colesterol alto e placas ateroscleróticas na aorta.

O hormônio insulina contribui para a deficiência de cromo por aumentar a excreção deste nutriente. Ingerir alimentos que contenham altos níveis de açúcar pode ser altamente prejudicial ao corpo no que se refere a manutenção adequada dos níveis de cromo.

Sabe-se também que a gravidez produz um estado similar a diabetes, que resulta em um aumento dos níveis insulinêmicos. Da mesma forma com que o hormônio estrogênio contribui para a hiperinsulinemia durante a gravidez, sobretudo no primeiro trimestre.

A atividade da tireóide pode ser afetada direta ou indiretamente de acordo com os estoques de cromo. Sabe-se que a insulina reduz a funcionalidade da tireóide. Portanto, indivíduos com a atividade da tireóide reduzida podem apresentar um aumento das necessidades de cromo.

Processamentos e refinamentos removem uma grande parte do cromo dos alimentos. Perde-se cerca de 90% em alguns alimentos.

Níveis de cromo nos tecidos estão em sua quantidade aumentada no nascimento e, conseqüentemente, diminuem com a senescência.

Cromo também tem sido utilizado em atletas devido ao efeito poupador da proteína, o cromo pode contribuir para a melhora da capacidade de construção muscular e perda de gordura.


Nathália Mancini

CRN/1 - 7310



sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Índice glicêmico

Sabe-se que um diabético pode apresentar um nível de glicose maior no sangue (hiperglicemia) em relação aos indivíduos não portadores da doença. Porém, a o baixo nível de glicose no sangue (hipoglicemia também é tratada como um descontrole do equilíbrio corporal. No entanto, tais variações podem ocorrer pelas mesmas causas.

A dieta, porém, pode induzir o controle da manutenção da glicemia (açúcar no sangue) de maneira mais equilibrada. Isto porque o carboidrato pode ser classificado em diferentes formas. E um dele é em relação ao índice glicêmico. Lembre-se que não é apenas o carboidrato que determina a velocidade de absorção dos nutrientes da dieta.

Mas o que seria exatamente o índice glicêmico?

O índice glicêmico (IG) é a velocidade com que os nutrientes são absorvidos, ou seja, a velocidade com que o açúcar penetra no sangue. Quanto maior a velocidade com que o açúcar chega à corrente sanguínea, maior o IG e maior a liberação do hormônio insulina no sangue (para diminuir essa glicose). Quanto menor a velocidade de absorção, menor o IG e menor a liberação deste hormônio.

E qual seriam os problemas relacionados com o aumento da liberação de insulina?

Este descontrole hormonal pode ocasionar em várias doenças, como o dia

betes melitos, obesidade, doenças coronarianas (do coração), aumento da pressão arterial, alteração no funcionamento dos ovários e outros órgãos, entre outras, além de outros sinais de inflamação, como acnes e celulites.

E quais são os alimentos de alto e baixo IG?

De modo geral, alimentos de alto IG são aqueles que contem alimentos refinados, como o pão branco (pão Frances e pão de fôrma), biscoitos, alguns tubérculos, como a batata inglesa, entre outros alimentos (balas, doces, chicletes, algumas barras de cereais e etc). Já os alimentos de baixo IG podem ser relacionados com aqueles que possuem quantidades significativ

as de fibras, como os cereais integrais, granola, quinoa, amaranto, aveia, alguns tubérculos como a batata doce, o inhame e o cará.

Para julgar a influencia do alimento na glicose sanguínea, também é necessário ficar atento à carga glicêmica, que será discutida posteriormente.

A recomendação de IG para praticantes de determinadas atividades físicas sofre algumas alterações.


Nathália Mancini

CRN/1 - 7310